Controle Financeiro com Excel para iniciantes

Esse post é um publieditorial.

Aqui no meu trabalho, tenho um colega que, apesar de ser contador, me abordou um dia e disse “Oi, MP, bão? Seguinte, cara… sei que você é da área de TI e vou te dar uma sugestão: se você fizesse um aplicativo de controle financeiro você ia ficar rico!”.

O desenvolvimento de aplicativos móveis não é objeto desse texto, e sim uma coisinha só: até um contador (que, regra geral, tem muita afinidade com os números) tem dificuldades e às vezes quebra a cabeça para organizar suas finanças pessoais.

Já citei aqui no blog sobre o aplicativo GuiaBolso que, apesar de ser muito útil para mim, em algumas funcionalidades deixa a desejar.

Então, voltando ao meu colega. Ele é contador, trabalha com planilhas e números o dia inteiro e ainda assim tem uma resistência, uma dificuldade quando vai por no papel (ou no computador) suas finanças pessoais.

“A minha planilha é muito complexa”, disse.

Muitas pessoas apelam para o bom e velho Excel. Essa ferramenta da Microsoft é poderosíssima (é sério, você não tem noção do tamanho do poder do Excel. Acho que nem o Bill Gates sabe!). Enfim, o Excel pode te ajudar em dezenas de milhares de tarefas, inclusive seu controle financeiro doméstico.

Eu usei o Excel por muitos e muitos anos (lembro até hoje, o nome da minha planilha se chamava “Orc”, de “Orçamento”, mas toda vez que eu a via eu lembrada dos “Orcs” do Warcraft II).

Não é esse orc não, MP. É o orc do Controle Financeiro.

No Excel, você pode dividir os meses em planilhas diferentes, lançar tudo na mão e consolidar os dados em uma página inicial que te dá uma overview de tudo. É excepcional.

Para você que gosta de ter um controle maior sobre os números, não tem ferramenta melhor.

Além disso, no próprio Excel você pode criar suas planilhas de Independência Financeira. Eu uso a planilha do AdP para monitorar o andamento do meu patrimônio (é uma baita planilha, diga-se de passagem).

Um pouco sobre minhas planilhas

Estudos 2017

Salvo aqui os tópicos sobre tecnologia da informação (linguagens de programação) que quero aprender durante o ano. Tem também detalhes sobre os programas de pós-graduação que desejo tentar entrar. O Excel me ajuda a organizar as ideias.

Além disso tem uma lista de línguas que desejo desenvolver. Atualmente tenho Inglês e Espanhol. Esse ano fecho a primeira.

Home

Planilha principal. Aqui controlo todas as receitas e despesas e tudo o mais relacionado à minha casa. Tenho gráficos, porcentagens e zilhões de cálculos. Muito bom!

Divido as despesas e receitas em categorias e unifico tudo na dashboard principal. Tenho controle sobre quase tudo!

Para você que quer economizar, investir e aumentar o patrimônio, é obrigatório ter uma planilha dessas.

IF

É a planilha do AdP com algumas customizações próprias. Acesso praticamente uma vez ao mês, para lançar os aportes e descobrir quanto cada investimento rendeu.

Obviamente, IF significa Independência Financeira.

Nota para posteridade: não que a planilha do AdP seja ruim; ela é ótima, mas preciso desenvolver minha própria planilha de IF do zero, e passar aqui para vocês. Além de eu ficar mais seguro quanto as informações nela dispostas, já dá um belo de um post, não acham?

Web

Nessa planilha eu controlo os meus trabalhos extras de TI, inclusive nessa Pasta de Trabalho eu tenho uma planilha de controle financeiro somente dos meus trabalhos extras. Uma maravilha. É um orçamento dentro de uma grande planilha que tá dentro da pasta planilhas. É praticamente um inception de fórmulas hahaha.

Não vou detalhar todas as minhas planilhas, só estou tentando te mostrar o poder da ferramenta Excel. Tem gente que gosta de agrupar todas as informações em uma só, tem gente que prefere dividir.

Cada caso e um caso, você que adapta a ferramenta à sua necessidade.

Aprendendo Excel

Muita gente vê o Excel e pensa “Nossa, que tanto de números, fórmulas e células. Eu sou leigo, não sei nem desligar meu computador em segurança, imagina ‘pogramar’ nessa équiscéu, tá é doido, vou voltar para minha ‘Beth, a feia’, por que no episódio de hoje ela vai no salaum de beleza HU3HU3HU3”.

Gente, não é assim. o Excel é uma ferramenta como todas as outras. Exige um pouco do usuário no início, mas depois que você pega o espírito da coisa, daí é igual a zoeira, sem limites.

Eu nunca mexi muito no Excel. Porém, durante a faculdade teve um mini-curso presencial o qual participei, e adorei. Aprendi muitos macetes interessantíssimos. Gostei tanto que depois fiz um novo curso, dessa vez online, sobre Controle Financeiro (consegui um cupom de 100%, ou seja, ia aprender a poupar poupando).

O jabá

Apenas para registro, o curso que fiz é esse aqui e está com 100% de desconto. Utilize o cupom FORUM.

Controle Financeiro
Aprenda a poupar com o professor do Mestre Poupador. Controle Financeiro na sua casa já!

Não é uma pegadinha e não tem partes pagas. O curso inteiro está com 100% de desconto. Entre no site e veja, ele tem 5 estrelas. O pessoal gosta bastante. Recomendo.

Nesse curso você vai aprender a fazer seu Plano de Contas Gerencial, desenvolvendo sua capacidade de gerenciar seu capital.

Vou colar aqui algumas coisas que o curso propõe a ensinar:

  • Conceitos relativos a controle financeiro como receitas, despesas e fluxo de caixa.
  • Entender porque o ciclo PDCA (emprestado da Administração) é seu amigo.
  • Trabalhar com a planilha de Plano de Contas Gerenciais
  • Fazer lançamentos de entrada e saída e editar lançamentos na planilha
  • Construir a planilha espelho que conterá os resumos dos lançamentos mensais
  • Algumas dicas legais de uso do excel em geral (Sabe usar o F12 né?)
  • Montar a planilha anual com as contas a pagar e receber de cada mês.
  • Entender os 7 “baby steps” de Dave Ramsey para o controle financeiro
  • Como fazer simulações de investimentos e aproveitar o tempo a seu favor (esse item o MP gostou bastante)

 

Amigos, o blog ajuda você a economizar, então estou fazendo isso duplamente: primeiro, estou te recomendando um curso que vai te ensinar a controlar suas finanças e, consequentemente, economizar. Segundo, o curso é grátis!

Aproveite e vá aprender Excel!

Esse post é um publieditorial.

Google Finance: iniciando a utilização dessa ferramenta

Google Finance
Google Finance: vale ou não a pena?

Por várias vezes eu citei o Google Finance no blog (aqui, por exemplo). É uma ferramenta que descobri há uns meses atrás, quando comecei a estudar mais sobre economia e finanças.

É uma ferramenta bacana. Mas ainda não tive tempo de usá-la e espremer até a última gota de todo o seu potencial.

Vou dar uma breve introduzida nela aqui nesse post. Aperte os cintos.

Google Finance, ou Google Financeiro em pt_BR, é, segundo a Wikipedia:

Um serviço que apresenta a informações sobre empresas incluindo suas últimas decisões e também suas ações com um código em JavaScript que permite a visualização das ações no momento. Foi lançado em 21 de Março de 2006 e atualmente está em versão beta.

Ou seja, é uma mão na roda para acompanharmos os gráficos das ações na bolsa. O ruim (talvez para poucos de nós) é que está em Inglês.

Página inicial do Google Finance

Google Finance
Google Finance: Início

Aqui na página inicial, como de praxe nos serviços Google, temos um painel de controle onde podemos visualizar a maioria das funções.

1 – Menu principal

Aqui no menu principal temos os links para as outras páginas da ferramenta, obviamente. Irei explicar cada uma delas aqui no post. Simples e minimalista, como todos os serviços Google. Como eu disse acima, está tudo em inglês, mas isso não costuma ser um grande problema.

2 – Favoritos

Aqui na barra lateral esquerda você pode definir suas letras “favoritas”. Salvando ali do lado fica mais fácil para você encontrar sua variação no dia, por exemplo. As que coloquei aí são algumas amostras para você entender como funciona. Tem tanto de ações de empresas (como Petrobras – PETR4) como Fundos de Investimentos Imobiliários (MXRF11, por exemplo).

3 – Top Stories

Em Top Stories você vê as notícias sobre mercado financeiro mais relevantes para aquele momento. Para quem opera na bolsa, principalmente em outros países, é muito interessante.

4 – Create a Portfolio

Aqui é um atalho para você criar um portfólio. Um portfólio é uma categorização para suas letras/títulos. Como se fosse uma pasta do seu computador. No portfólio você coloca as ações categorizadas da maneira como se enquadrar melhor para você. Por exemplo: “Empresas Brasileiras”, “Empresas Americanas”, “Fundos de Investimento”…

Essa função é uma mão na roda. Facilita a categorização.

5 – Portfolios

Aqui são listados seus portfólios já criados. Como padrão, o Google nomeia como “my portfolio”, mas você pode mudar para o nome que preferir.

6 – World Markets

Em World Markets tem uma síntese de como anda as principais bolsas no mundo.

Rolando a página para baixo ainda tem alguns gráficos da indústria e informações sobre as moedas do mundo. É bem completo.

Notícias do mercado

Google Finance
Notícias do mercado do Google Finance

O próprio nome já diz, não tem o que detalhar muito. As notícias do mercado financeiro movem as altas ou baixas das bolsas, fato. O nível de acompanhamento depende de cada investidor e de seu tempo para investir nos estudos.

Eu acho muito importante acompanhar as notícias, principalmente as relacionadas a empresas em que o investidor deseja ter (ou já tem) ações.

Os portfólios

Google Finance
Google Finance: detalhes do portfólio

Como eu disse acima, os portfólios são uma forma de categorizar suas ações/empresas da forma que lhe convier.

No número 1, temos a lista de todos os seus portfólios. No exemplo acima só temos um, chamado de “My Portfolio”. O número 2 da ilustração indica o nome do portfólio que está sendo visualizado. Para criar um novo portfólio, clique no botão indicado pelo número 3.

O que mais achei interessante são as notícias relacionadas ao seu portfólio (Número 4 da imagem). O Google automaticamente seleciona as novidades referentes as letras/ações que você tem salvo. Muito interessante.

As letras de a a f na imagem indicam os campos de dados relacionados às letras do portfólio. Podemos notar a existência do código, preço de abertura, maior e menor preço, etc. Bem útil também.

Google Finance
Google Finance: gerenciando seu portfólio

Para editar os dados do portfólio é simples. Use os botões e caixas de seleção indicados na imagem (números 1 e 2). Para adicionar novos códigos (empresas), use a caixa de diálogo no número 3.

No item número 4 é possível você criar um portfólio automaticamente dos seus favoritos da barra lateral. Google sendo Google.

O Stock Screener (q?)

Google Finance
Google Finance Stock Screener

Rá! Tive que googlar isso. Vivendo e aprendendo né? Segundo a Investopedia, Stock Screener é “uma ferramenta que os investidores e traders usam para filtrar ações baseados em métricas pré-estabelecidas pelo usuário.

Em suma, é um resumão das ações que cumprirem determinadas categorizações estabelecidas por você. Você define o yield e filtra, por exemplo.

Ainda não usei a fundo essa funcionalidade, visto que sou um investidor-aprendiz, mas pelo visto é bem bacana.

Conclusão

Amigo, o Google Finance é uma ferramenta e tanto. Tem muitas funcionalidades e, acima de tudo, possui o padrão Google de qualidade.

Mas…

acredito que, para você que esteja iniciando, não seja indispensável. É uma ferramenta a mais, para te ajudar a olhar mais detalhes de uma empresa ou outra, além de notícias bem filtradas, mas não passa disso.

Ainda não tive tempo de esmiuçar todos os detalhes da ferramenta, mas, a princípio, me pareceu totalmente dispensável, visto que quando eu quero procurar detalhes de um Fundo ou Ação, eu jogo direto na caixa de pesquisa padrão do Google e ele já me retorna as principais informações. Veja o exemplo:

Google Finance
Google Finance: dispensável para beginners.

Na imagem acima, ao simples digitar de PETR4, ele já me retornou muita coisa interessante sobre a empresa (vide gráfico).

Enfim, é bom, é um recurso a mais, mas obviamente não é a principal ferramenta que você vai utilizar.

Como já falei várias vezes, quem define tudo é você: o quanto quer aportar, onde irá aportar, em qual frequência e por quanto tempo. Tudo está na sua cachola. Todas as tecnologias que existem servem apenas de suporte e como “facilitador“.

Espero que tenham gostado do review.

Um abraço do MP.

7 erros que um investidor iniciante comete

Todo investidor iniciante é cercado de dúvidas, incertezas, ansiedade. Por um lado, ele quer aprender mais, quer aportar em títulos bacanas e evitar os ricos. Por outro, como obter a experiência necessária sem arriscar e, no pior dos cenários, ter prejuízo? Quais são os erros que devemos evitar?

O fato é que existe uma escada que deve ser subida lentamente até alcançarmos a independência financeira. Degrau por degrau. Muitos investidores explicam que para se consagrar no mundo das finanças é necessário seguir o passo a passo “Poupança – Tesouro Direto – Outros títulos de Renda Fixa -> Finalmente Renda Variável”. Há quem siga esse modelo, outros não. Não importa. O interessante é você ter consciência que seu patrimônio deve aumentar.

Enfim, tentarei tecer aqui alguns erros que eu cometi no início, ou que já vi e ouvi pessoas cometendo. Não quero dizer que sou um investidor experiente, mas sim que já passei, digamos, da primeira fase. Já subi alguns degraus.

Erro número 1 – Não ter a reserva de emergência

No afã de aportar todas suas economias em um título que trará mais retorno que a poupança, o investidor iniciante joga todas suas fichas em algo com vencimento daqui 10 anos, no caso de uma Renda Fixa, por exemplo.

Não é aconselhável, pois ao primeiro sinal amarelo do orçamento será necessário fazer um saque.

Ter uma reserva de emergência é tão, ou mais, importante que o investimento em si. A reserva de emergência é feita para… emergências. Uma manutenção imprescindível na casa ou no carro. Uma cirurgia inadiável. Um remédio caro. Uma dívida que tem juro alto. Como o nome já diz, é para emergências.

Ela te dá aquela segurança, aquele conforto de poder investir em títulos mais arriscados sem que sua integridade orçamentária seja comprometida.

O valor da RE varia muito, não há um valor ou uma porcentagem correta. Muitos falam em 3 vezes seus gastos mensais. Outros falam em 6. Quem tem que decidir isso é você. Você que tem o feeling da sua vida econômica, você que tem ideia dos riscos que sua vida corre (chances de se acidentar, chances de ser demitido, chances de alguma merda acontecer).

O fato é que a RE deve existir em algum lugar com alta liquidez. A minha está na poupança.

Erro número 2 – Não estudar e pesquisar sobre o título

O bom investidor dá tiros certeiros. Para isso, ele lê os relatórios e faz as análises de cada empresa que investe. E isso toma tempo. Controlar a ansiedade e sentar na cadeira para ler sobre a empresa (ou qualquer título) é indispensável.

Primeiramente, deve-se pesquisar bastante sobre a corretora utilizada. Ver as taxas cobradas, a facilidade de uso e depoimentos de outros usuários. Se necessário, entre em contato por telefone ou via chat online.

No caso de títulos públicos, mas especificamente Tesouro Direto, faça as contas do rendimento descontando inflação e imposto de renda para se ter uma ideia aproximada do valor real que será sacado. Como existem muitos títulos, é interessante fazer essa comparação.

Títulos com maior prazo de vencimento tem a alíquota do imposto de renda menor. Ou seja, quanto maior o prazo, menor o imposto. Mas não é só isso que você deve levar em consideração. Existe o cálculo estimado da inflação no período também, embora muitos títulos paguem a inflação + uma taxa qualquer. Obviamente é tudo aproximado, mas tem que ser bem observado.

Erros
Esse post sobre os erros foi tão bem feito que vale mais do que dinheiro.

Uma boa ideia é começar pelo Tesouro Direto: veja a rentabilidade, a taxa que a corretora vai te cobrar, o período. Comece aportando pouco, para pegar o jeito da coisa.

Erro número 3 – Não ter paciência

A pessoa coloca seu dinheiro em algum título. Um mês depois vê que rendeu apenas 0,2%. Saca e começa todo o ciclo novamente.

A menos que você seja um trader (que é um investidor, espera-se, muito experiente) você deve comprar seus títulos e aguardar, esperar o vencimento (no caso da renda fixa). Os maiores investidores fizeram sua fortuna durante toda a sua vida, não foi de um dia para o outro.

A paciência é uma virtude, em praticamente todos os âmbitos da vida. Na construção de um patrimônio sólido também.

Ter paciência é saber esperar tanto o momento certo tanto de comprar quanto de vender um título. É esperar o timing perfeito. A paciência aliada ao conhecimento são, com certeza, as maiores armas do mercado financeiro. Soma-se a esse bom time o oportunismo e um bocado de sorte.

Controle sua ansiedade, tenha paciência para escolher a melhor corretora de valores (existem dezenas disponíveis, precisará de tempo para escolher a que melhor se encaixa no seu perfil), definir seu perfil de investidor (conservador, moderado, agressivo), formar a carteira que melhor se enquadra no seu perfil, comprar no momento certo e tenha muita paciência também para vender no momento certo (isso se for vender).

 

Erro número 4 – Não ler os conteúdos clássicos

Posso até concordar que é um exagero dizer que se trata de um erro. Não é um grande erro e sim uma pequena falha. É importante e altamente aconselhável ler bastante sobre finanças, mercado financeiro e economia antes de entrar nesse mundo, mas não é obrigatório.

Os livros não vão te dizer em que investir, longe disso. Eles irão te contextualizar, preparar o terreno, te ambientar com as histórias, estudos de caso, situações e os termos técnicos (jargões) do mundo do mercado financeiro.

Já citei algumas boas referências no blog, vou citá-las de novo e acrescentar alguns outros títulos: Os Axiomas de Zurique, Os Segredos da Mente Milionária, Pai Rico Pai Pobre, Rápido e Devagar: as duas formas de pensar. Esses livros citados te dão uma boa ambientada no mundo da economia.

Uma outra dica derivada dessa é sobre os outros conteúdos além dos livros. Existem vários sites bons sobre investimentos na internet. O jornal Valor tem um conteúdo excelente também. O importante é obter conhecimento e se manter informado.

Quando acabar algum livro, ou até mesmo durante a leitura, anote os principais pontos em sua agenda. Isso facilita a memorização do conteúdo valioso que tais bibliografias trazem.

Erro número 5 – Aportar dinheiro que você sabe que vai precisar

Esse é um erro comum, já ouvi de muita gente as presepadas de ter que sacar dinheiro de algum investimento.

É o seguinte, isso é uma questão pessoal. O dinheiro que aplicar você tem que estar ciente que não precisará tão cedo. A reserva de emergência tá aí para te salvar de algum problema repentino. Ela existe justamente para você não precisar sacar de seus investimentos.

Esteja com seu radar sempre alerta. Se sabe que vai precisar de dinheiro em um curto prazo, pegue um investimento curto. Faça o mesmo para os investimentos com prazos diferentes, obviamente. Tenha sempre em mente que esse dinheiro não será sacado em nenhuma hipótese (ou quase nenhuma). O dinheiro investido é parte do seu patrimônio, da sua aposentadoria, da sua futura renda passiva, dos seus dividendos mensais, pense nisso.

Só saque o dinheiro se a situação for crítica. Não saque para qualquer coisa. O ideal é esperar o vencimento, se for títulos públicos, ou deixar a cota se valorizar (no caso de ação).

Obviamente você venderá seu dinheiro se a ação cair muito de valor. Isso não significa saque. Significa troca de título. Venda a empresa X (que caiu muito de valor) e compre da empresa Z.

Resumindo: aplique um dinheiro que não precisará tão cedo, para você esquecê-lo.

Erro número 6 – Atirar para todos os lados

Para iniciar os investimentos deve-se estudar muito. Com o advento da internet isso facilitou demais, claro. Mas quanto mais conteúdo se tem, mais conteúdo ruim se tem. É estatístico.

O segredo é filtrar as informações. Não se resolve nada assinar 10 canais do YouTube, 20 blogs e 10 podcasts se você não terá tempo para ler, interpretar, absorver as informações.

Foque em um nicho pequeno de conteúdo e siga fielmente. É melhor pouco conteúdo com a máxima atenção do que atenção dispersa em muito conteúdo. Mantenha o foco em um numero pequeno de sites, blogs, jornais, canais e podcasts.

Quanto se tem muito conteúdo, você fica perdido, se estressa e não sabe para que lado atirar. Mantenha o foco.

Só tome cuidado com conteúdos tendenciosos. No mundo do mercado financeiro isso existe. Já vi casos de sites publicarem matérias de ações para a mesma se valorizar. Fique atento. Quando citei “seguir fielmente” acima, não quis dizer “faça tudo o que o conteúdo mandar”. Não! Disse para você sempre ler as notícias desse canal, porém pensar bem e fazer seus aportes conscientemente, sacou?

Erros
Paciência é uma virtude! Não cometa o erro da ansiedade.

Faça da seguinte maneira: tire 50 minutos (dois pomodoros) do seu dia para ler e estudar finanças. Ou apenas 25 minutos, quem define é você. O que importa é se manter informado diariamente, para não perder o fio da meada.

Erro número 7 – Não planejar

Acredito que seja um dos principais equívocos que a pessoa comete ao iniciar a jornada rumo a independência financeira.
Não planejar é o mesmo que ficar no escuro. Você não tem metas, não tem objetivos, não tem planos, não tem prazos. É complicado juntar dinheiro apenas por juntar.

Quando você cria metas, você cria também um sistema de auto-recompensa. Exemplo: acumular doze mil em um ano. Isso dá mil por mês (um pouco menos se calcular a rentabilidade). A cada mês que passar e você conseguir acumular os mil reais, é uma meta batida. Você se sentira motivado para buscar a próxima.

Além disso, quando se planeja você vê que seus sonhos podem ser reais e são alcançáveis. Quer viajar para o exterior? Ok, jogue no Excel o quanto você deve aportar no Tesouro Direto (por exemplo) por mês para que, ao final do período, você tenha o montante necessário para viajar, fazer compras e voltar sem usar o cartão de crédito. Interessante, certo?

Planejar é essencial em toda parte da vida, e na hora de se debulhar em cima das suas economias mais ainda. Use o Excel e o Google Docs, e com a ajuda das funções calcule o quanto você pode economizar por mês e quanto isso te renderá por ano, ou por década. Você ficará impressionado com o poder dos juros compostos.

Conclusão

Esse post foi um desafio auto-promovido de bater 2000 palavras em um post. Não consegui. Antes da palavra conclusão a soma foi de 1668. Mas é isso, vivendo e aprendendo, se aperfeiçoando cada dia mais.

Tentei fazer uma postagem mais densa, mais séria. Espero que vocês tenham gostado. Da próxima vez eu vou bater as 2k palavras!

Um abraço

Drops #1 – Iniciando a semana, carnaval, ideia boa

Olá meu amigo leitor,

essa semana vou começar uma “seção” nova aqui, os drops. Vou escrever em texto corrido e de forma bem informal, sem imagens, nem nada. Eu espero que você goste, comente aí depois!

Carnaval

Pois é, semana começando, a última semana antes do carnaval (temido por uns e esperado por outros). Para alguns é um feriado para descansar, para outros é uns dias a menos para produzir. Faça você a sua escolha: descanse ou produza. Mas faça algo que fará bem para você no futuro!

Ideia

Essa semana acordei com umas ideias bem bacanudas martelando na minha cabeça, e quero colocá-las em prática no primeiro semestre de 2017. É algo relativamente grandioso para os padrões Mestre-Poupadorísticos, algo que nunca fiz mas que sempre pensei em fazer. Vamos ver se dá certo. Sigilo absoluto por enquanto.

Finanças

Já estamos um pouco depois do meio do mês e minha conta corrente tá pedindo arrego. Vou tentar encerrar o mês sem realizar um saque dos investimentos, espero que dê certo. No próximo dia 1 conto o resultado hahaha.

Pergunta

Como está suas finanças nessa época do mês?

FII – Fundos de Investimentos Imobiliários: por que os escolhi

Olá amigos,

hoje vou falar um pouco sobre FII e por que os escolhi para investir, ok?

 

O que são FII?

Os FII são Fundos de Investimentos de Imobiliários. É quando um grupo de pessoas abastadas se juntam e constroem imóveis pelo Brasil. Depois eles dividem esses imóveis em cotas e põem na bolsa de valores (IBOVESPA) para vender.

Desta forma, qualquer pessoa física ou jurídica pode comprar cotas desse investimento, se tornando um dos “donos” dos imóveis.

Fundo de Investimentos Imobiliários: melhor que construir...
Por ser difícil que é melhor investir em Fundos de Investimentos Imobiliários

E, como qualquer imóvel, tem a chance de ganhar rendimentos mensais (aluguéis). Ou seja, é como se você comprasse uma casa e alugasse, só que melhor.

Quais são as vantagens dos FII?

Para mim, as vantagens são:

  • Praticidade: você compra as cotas do seu trabalho, da sua casa. De onde tiver internet, você acessa o Home Broker de sua corretora e faz as compras;
  • Você não precisa ser um expert em construção. Você deve ter uma noção de como funciona a bolsa e saber um pouco sobre economia e finanças, mas não precisa ser engenheiro civil, por exemplo;
  • Preço: você investe o quanto quiser. Tem fundos onde o aporte mínimo é R$100,00 somente;
  • Rendimento: todo mês você recebe um pouquinho na sua conta! Isso é motivador hahaha!

Como eu invisto em FII?

Bom, a princípio você deve criar uma conta em alguma corretora. Existem várias no mercado, você deve pesquisar e ver a que melhor se enquadra no seu perfil. Tem corretoras que cobram para operações em FII, outras não. Algumas não cobram para operações no Tesouro Direto, por exemplo. Fica a seu critério. Criar a conta é fácil, você envia os documentos pela internet mesmo, é tranquilo.

Eu faço da seguinte maneira: dias antes de receber meu salário eu dou uma olhada nos FII’s disponíveis no mercado. Eu olho no ranking do Investidor de Risco, que é muito bom. Vejo os que estão com um yield mensal e anual bons (eu uso os filtros para ordenar, facilita).

Feita essa primeira triagem eu vou no gráfico do fundo vejo seu desempenho nos últimos tempos (mês, ano, cinco anos, por exemplo). É só tacar o código do fundo no Google.

Depois eu olho se o fundo tem previsão para término (eu prefiro os indeterminados, que daí não preciso preocupar em vender cotas a princípio). Vejo também o investimento mínimo inicial (os que pedem R$5.000,00 de uma vez eu corro).

Além disso, é importante você ver a taxa de administração. Escolha um que te cobre em média até 0,5% a.a. Além disso eu acho caro.

Feitas as triagens, com o fundo já escolhido, é bom dar uma lida no seu regulamento. Ás vezes tem alguma surpresa por lá.

Depois disso, é só acessar o site da sua corretora, acessar o Home Broker e emitir a ordem de compra. Falando assim parece super fácil, mas não é. É difícil escolher um fundo para investir, principalmente para mim que sou 100% leigo. Pelo menos eu estou aprendendo.

Eu sugiro que compre poucas cotas no início, para ir sem ambientando.

Quanto eu já ganhei com FII?

Marta marcou um golaço ao investir em Fundos de Investimentos Imobiliários.
2% em FII? quero

Meu primeiro aporte foi em janeiro de 2017, após isso aportei mais duas vezes até o momento. Fiz o cálculo hoje e vi que minha rentabilidade está na casa dos 2,0% mês. Mas não se espantem, eu peguei uns fundos os quais estavam em uma maré boa. Não é sempre rentável assim.

Qual o risco dos FII?

Risco médio. É mais arriscado que os Renda Fixa da vida (FII é Renda Variável), mas é menos arriscado que a Bolsa, por exemplo. E o seu rendimento acompanha esse risco, é médio também.

Para quem está começando no mundo dos investimentos, e já conhece bem os paranauê da poupança e do TD, é uma tentativa para lucrar um pouco mais e aprender também.

Fundos de Investimentos Imobiliários: um assunto do cão!
O cão do Mestre Poupador preferiu aportar em rações do que em Fundos de Investimentos Imobiliários…

Conclusão

Amigos, é isso aí. Estou gostando dos FII. Além da graninha extra, que reinvisto, estou aprendendo muita coisa interessante.

Lembrem-se, dinheiro não é tudo. Conhecimento faz parte!

Espero ter sido claro. Como sempre digo, não gosto de me aprofundar demais para não ficar uma leitura chata.

Se alguém tiver alguma duvida deixe nos comentários aí.

Vamos aprendendo juntos.
Até a próxima!