Como perdi dinheiro com o Kindle


Olá amigos,

hoje vou contar a história de como eu perdi dinheiro com o Kindle da Amazon.

Apenas repetindo o que sempre posto aqui: o objetivo de contar essas minhas maluquices é abrir os olhos de vocês para os gastos desnecessários.

Vendo como eu errei, vocês são capazes de evitar (e eu também).

 

O espírito consumista

Eu sempre fui um gastador. Na minha página Sobre mim eu falo que sempre poupei, mas sempre poupei por que sempre quis comprar coisas (meio contraditório mas, efim…). Pelo menos até eu começar a estudar sobre economia e finanças pessoais, e me tornar um verdadeiro unha-de-fome, sempre fui atraído por ofertas, promoções, produtos idiotas (o Kindle não é um produto idiota, muito pelo contrário, só não me adaptei ao uso. Chegaremos lá). A verdade é essa.

Sorte que estou mudando aos poucos.

Como sou formado em TI sempre gostei das novidades tecnológicas. E dessa vez o Kindle apareceu com uma promoção bacana, apenas 200 reais com frete grátis.

Mesmo sem saber se seria útil pra mim, sem analisar e pensar bem, comprei. Não façam isso em casa, crianças. Pelamor!

 

Nossa, um óculos de mergulho dourado próprio para profissionais que adestram tubarões no sul das Maldivas por apenas R$789,45! Quero.

O produto

Para quem não sabe, o Kindle é um leitor de livros digitais (e-Book reader). É um tablet monofuncional: abrir e-books e PDFs. A bateria dura semanas por que ele não tem brilho (é fosco) e faz uso de uma tecnologia chamada e-Ink (tinta eletrônica).

Nossa, que legal, “onde fica os joguinho?”

É um produto interessante. Leve, prático, não gasta muita bateria. Mas ele é essencial quando se junta esses dois fatores: a pessoa lê bastante e a pessoa não tem um tablet.

Eu nunca fui de ler muito livro. Leio bastante artigos, revistas de ciência, e alguns livros. Mas nada exagerado. Por isso que usei o Kindle muito pouco tempo. Para mim era mais prático ler os PDFs diretamente na tela do PC (não tenho problema com isso) ou no tablet mesmo.

Foi uma compra desnecessária.

Depois de duas semanas

O aparato tecnológico foi ficando sem graça para mim. Para ser sincero, não riam, eu não li um livro sequer no Kindle.

Ele ficava parado na mesa. E meu coração doía de desgosto.

O Kindle do Mestre Poupador

Dava muito trabalho para mim converter os PDFs, baixar os e-books, etc. etc. etc.

O Kindle não foi bom para mim naquele momento, talvez em um futuro próximo ele seja, mas não agora.

É tão estranho que o Kindle tem um próprio aplicativo para celular e tablet! WTF? Eu mesmo tenho ele instalado para ler alguns livros no celular. Ou seja, a própria Amazon fala que o seu device é inútil. Estranho.

 

O desfecho

Publiquei o Kindle no Mercado Livro pelo preço de compra (hueeeee), mas coloquei como frete grátis e com algum destaque no anúncio (me gerou um gasto de R$35).

Pouco tempo se passou quando consegui vendê-lo. Ufa! Poderia usar esse dinheiro para outra coisa. Lição aprendida!

Cálculos

Comprei por R$199.

Vendi por R$199,67, mas na venda tive custos de R$35: R$164,67.

Perda de R$34,33 em dois meses. Mestre magoado.

 

Conclusão

Pessoal, pensem duas, três, quatro vezes antes de comprar um item que não seja de suma importância.

Já li uma dica interessante: só efetive a compra após 48 horas. Viu um produto e gostou? A mão que clica chega a tremer? Espere dois dias e repense. Se você tiver a certeza que é necessário, daí sim, compre. E nunca deixe de procurar promoções, cupons de desconto ou talvez o mesmo produto usado.

Espero que vocês tenham tirado alguma lição do post.

Até a próxima!

 

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