Fechamento do mês de abr/17: despesas, receitas, aportes e mais

E aí, meu amigo, como vai? Mais um post de fechamento do mês.

Principais receitas

Esse mês meus trabalhos extras começaram a “florir”. Recebi uns bons honorários de serviços como freelancer em TI que ajudaram a abater a fatura do nuBank. O salário, mesmo sem o aumento, deu para cobrir todas as despesas, inclusive as da viagem de férias que fiz.

A propósito, eu e minha esposa temos a incrível capacidade de aplicar o minimalismo e a vida simples inclusive nas viagens. Gastamos pouco dinheiro e aproveitamos ao máximo. Não ficamos com a consciência pesada em momento algum. Cada centavo investido valeu a pena, e não deixamos dívidas para a posteridade. Nos controlamos e passeamos! No final da viagem ainda tive um baita aprendizado.

Uma coisa que me surpreendeu positivamente foi a rentabilidade da carteira esse mês. Vocês verão na tabela mais abaixo mas esse mês eu tive uma renda passiva enorme, a maior até hoje, correspondendo a quase 6% do meu salário, fora os aluguéis recebidos dos FII.

Meus FII renderam 4,80%, pasmem os senhores (menção honrosa para o FIXX11 e seus magníficos 4,73% – posso estar enganado, sou leigo, mas pelo menos minha planilha disse isso, kkkkkk). A poupança rendeu 0,85% (aqui cabe uma dúvida aos senhores leitores: por que o pulo de 0,67% para 0,85%? Eu sei que está relacionado à SELIC, mas não estou acompanhando os juros…). Ou seja, até a poupança tá rendendo um pouquinho!

Tesouro rendeu 2,2%, bom também. Mas como é pré-fixado, não faz diferença, a não ser para os traders.

Principais despesas

Esse mês tudo correu bem, sem imprevistos. Somente as receitas básicas da casa mesmo, como aluguel, condomínio, energia, supermercado, internet e almoço (almoçamos fora todos os dias). Tudo dentro do roteiro, nada incomum.

Fechamento do mês de abril/2017.
Fechamento do mês de abril/2017.

O que foi um pouco fora da curva foi a viagem para o exterior, que não é todo mês que a gente faz (quem me dera). Como ela estava minunciosamente planejada, foi tudo OK. Sem gastos a mais. Inclusive gastamos a menos (tivemos que destrocar as moedas). Ótimo!

 

Aportes

Esse mês voltarei a aumentar um pouco meus aportes. Quero ir de Tesouro e FII, como sempre né. Não irei diversificar a carteira, vou aportar em um que já tenho, o FIXX11 mesmo. Ele rendeu bem esse mês, quero manter esse time titular. Óbvio que rentabilidade passada não significa rentabilidade futura, mas o histórico tá positivo, então vou manter esse aí mesmo. Mês que vem vario um pouco mais.

 

Estudos

Em abril não estudei nada. Nenhuma língua nem nenhuma tecnologia, nada. Em maio voltarei a estudar Inglês, firme na meta de em dezembro/17 estar fluente.

 

Expectativas para abr/2017

Meu salário vai aumentar e irei receber uma bolada de um trabalho com TI. Tem tudo para correr bem e ficar livre da fatura do cartão, que estava alta por uns meses.

Tentarei aportar alto, também! Pretendo investir um pouco em tecnologia (que eu gosto muito e vai ajudar bastante no meu trabalho em TI) e comprar um computador novo. Esse computador eu comprarei apenas com o dinheiro dos bicos.

 

Tell me about the numbers

Segue a planilha de acompanhamento do mês, bem resumida, já calculados os aportes.

 

Posts mais lidos

Os três posts mais lidos do blog nesse mês foram:

Conclusão

É isso amigos, esse mês deu tudo certo para mim e para minha carteira. E o próximo mês só tende a melhorar. Meu salário vai aumentar, irei receber honorários do meu trabalho como freelancer e meu projeto digital extra vai começar a dar frutos. Tem tudo para ser melhor ainda!

Um abraço e até a próxima postagem.

Homem com tempo, homem com dinheiro

Existe um episódio de Lost que me marcou muito, não pelo conteúdo em sim, mas pelo nome e pela mensagem que o episódio passa. Não querendo discutir se o final de Lost foi honesto ou não, mas esse episódio, ou melhor, o título desse episódio, fica para sempre nas minhas lembranças.

O episódio se chama “Man of Science, Man of Faith” (Homem da Ciência, Homem da/de Fé – tradução livre).  Se eu não estou enganado, pois faz uns anos já que assisti (anos atrás assisti novamente), o episódio traça a antítese entre as ideias e objetivos de um Homem da Ciência (no episódio em tela, o dr. Jack Shephard – médico) e o John Locke (no caso, o Homem da Fé – um paraplégico que estava em uma infinita busca da sua “cura”).

Apenas para fazer uma introdução meio que filosófica, e trazendo para os dias atuais, e as questões econômica atuais, podemos inferir essa dicotomia da seguinte maneira: o homem com tempo x o homem com dinheiro.

Vamos tentar traçar as características de cada um, sob as seguintes ótica: tempo = dinheiro? Quem mais dinheiro tem, menos tempo tem? e É possível ter dinheiro e tempo simultaneamente?

O homem com tempo

O homem com tempo é aquele que possui um emprego justo, que não toma mais que oito ou nove horas diárias. É o homem que possui um salário condizente com seu emprego, digamos, médio. Ele possui uma casa alugada e família. E todos os dias chega em casa antes de anoitecer. Se diverte e se distrai no conforto do seu lar com seus familiares. Não estressa muito. Possui uma poupança pequena, porém seu salário dá para pagar tranquilamente as contas e ainda sobra para um mimo ou outro de vez em quando.

Aos finais de semana ele nem fica perto do celular nem dos emails, pois sabe que nada urgente no trabalho irá acontecer. Sabe que tá tudo sob controle e apenas na segunda-feira ele voltará à rotina monótona do escritório. No início do mês seu salário (médio) cai na conta e o ciclo se inicia.

O homem com tempo trabalha e tem tempo para se divertir, para praticar um hobby ou estudar algo. Sua cabeça é leve, tranquila. Por consequência, sua saúde também. Ele pode meditar ou praticar sua fé sem interrupção.

Esse é o homem com tempo. Ganha um bom salário, não se estressa, não trabalha demais e tem uma vida confortável.

O homem com dinheiro

O homem com dinheiro possui um alto cargo de direção em uma multinacional. Chega ao escritório antes de todos e sai depois de todos. Possui dois celulares. Não tem fins-de-semana e não tem família. “Estou dedicando ao meu emprego” é a sua principal frase (note que não estou tomando partido nem criticando nem um nem outro).

O homem com dinheiro ganha muito bem, porém não tem horário para trabalhar. A qualquer momento e em qualquer lugar seu telefone pode tocar e ele deve parar  o que está fazendo e ir correndo para o escritório ou abrir o notebook. Muita coisa depende dele. Ele não assiste Netflix, não vê futebol nem sai para o barzinho com os amigos. Está sempre trabalhando, pensando no trabalho ou, quando em ócio, descansando para trabalhar mais.

Possui uma conta corrente gorda. Mas só. Não pode fazer uma viagem de 3 dias sem interrupções.

Estressa, cansa e se desgasta demais. Com 40 anos já sofre o primeiro AVC.

Homem com tempo, homem com dinheiro.
Homem com tempo, homem com dinheiro.

O paralelo

As duas personas criadas são claramente muito estereotipadas. Obviamente o mundo não é tão preto no branco dessa forma. O que mais vemos é uma mescla das duas características apresentadas acima.

A prática do exagero é mais didática: o que vale a pena para você? Dinheiro/sucesso ou qualidade de vida/tempo/lazer/descanso?

Por mais simples que possa parecer, essa é uma questão que deve ser discutida e bem pensada. Há pessoas que nasceram para trabalhar, viajar a trabalho, focar, crescer e ganhar muito dinheiro… só que nada mais que isso.

Já outras pessoas trabalham para viver, e não o contrário. O dinheiro é um mero coadjuvante na vida. Um facilitador, nada mais.

O equilíbrio

O que deve ser feito é achar o ponto de equilíbrio perfeito. Trabalhar duro, mas na hora certa. Fazer tudo de forma correta e honesta, mas sem deixar de lado seus familiares, seu lazer, seu descanso.

É necessário trabalhar muito sim, claro. Mas no limite de sua saúde e do seu descanso.

Pense nesses pontos e reflita em qual perfil você mais se encaixa:

  • Pode ficar sem acesso ao celular por 24 horas?
  • Pode ficar sem ler os emails por 24 horas?
  • Pode tirar 15 dias ou mais de férias sem prejuízo para o escritório/empresa?
  • Caso falte um dia no trabalho, terá consequências desastrosas? (pense na ocasião de você adoecer)
  • Você dorme bem?
  • Se estressa com facilidade?
  • Quantos filmes assistiu essa semana?
  • Quantas horas passou com seus familiares na última semana?
  • Você sabe o nome da professora do seu filho?

Enfim, pode parecer meio piegas, mas a vida tá passando e muita gente não está se dando conta. Apenas se preocupa com planilhas, telefonemas, cifras e cifras.

Lá fora é assim?

Uma questão que eu acho necessário pontuar, embora esteja de fora do nicho do artigo é: nos países mais desenvolvidos a distância entre tempo e dinheiro é menor. Explico: um zelador de um prédio comercial, por exemplo (que aqui no Brasil com certeza é taxado de subemprego, e pode sofrer preconceito), em um país desenvolvido e justo, ele consegue ter renda suficiente para viver bem, sustentar seus filhos e ser feliz sem maiores precalços. Além disso, seu trabalho não exige tanto a ponto de estressá-lo. Ele pode automatizar algumas tarefas e diminuir algumas horas por dia de labore. Ganha razoavelmente bem (pois não precisa gastar com saúde, educação e segurança, como no Brasil) e não precisa se preocupar a todo instante em ser algum profissional de sucesso e ganhar muito dinheiro: objetivos principais de qualquer brasileiro.

 

E quanto a você, leitor? Você é um homem com tempo ou com dinheiro? Ou tem a sorte de ter ambos? Deixe aqui nos comentários!

Um abraço!

Caridade: vale a pena dar seu dinheiro aos outros?

Olá leitor! Até que enfim voltei as postagens. Fiquei uns dias ausente devido à uma viagem (citada aqui muitas vezes) e também a um pequeno resfriado que peguei, pra variar. Mas enfim, hoje vou escrever um pouco sobre a caridade.

Todos nós devemos praticar a caridade, não importa o quão mão-de-vaca você seja. Economizar grana é uma obrigação de todos, lógico, mas fazer o bem ao próximo também é.

Não importa sua religião ou credo, ajudar ao próximo sempre é uma atitude louvável e, acredite, você receberá muito mais em troca.

Estou dizendo isso pois aconteceu algo muito interessante na minha viagem. Presenciei uma cena que me marcou muito. Um senhor estava pedindo grana no aeroporto. A grana ele usaria PARA ALMOÇAR. Pensem, galera. O cara não tem o que comer. Que tristeza! Então, ele pediu grana e a pessoa que estava próxima a mim deu cinquenta reais para o senhor. O senhor ficou super feliz e teve a humildade de responder: “Mas, senhora, e se eu não te achar para entregar o troco?”. Reflitam galera. O senhor estava pedindo esmola no aeroporto para se alimentar (naquela altura já eram 17 horas, e o cara não tinha comido NADA) e ainda queria devolver o troco para a pessoa que o ajudou.

No mesmo instante eu refleti comigo mesmo: “Eu estou viajando, realizando sonhos, gastando muita grana com comidas diferentes, passeios legais e badulaques inúteis, e esse senhor no auge da sua humildade está pedindo dinheiro para ALMOÇAR.” Me veio uma tristeza, mas ao mesmo tempo me veio a sensação de que todos nós temos que ajudar o próximo e fazer caridade sempre que possível. Não precisa ser muito dinheiro. Nem precisa necessariamente ser só dinheiro. Pode ser roupas, brinquedos, comida ou qualquer outro item que um necessitado precisa.

Uma coisa eu sei: tudo o que você dá volta em dobro para você. Isso serve tanto para o bem, quanto para o mal.

Os animais

Uma coisa que eu gosto de praticar muito é a defesa e ajuda aos animais. Desde criança sempre gostei de animais e atualmente tenho uma cadela que é apaixonante. Enfim, eu penso da seguinte maneira: acredito que não existe tanta gente no mundo que ajude crianças quanto as que ajudam pessoas, logo eu prefiro fazer minha caridade aos animais, na maioria das vezes. Não querendo comparar pessoas com animais, não é isso. Mas creio que nem tanta gente assim ajuda os bichinhos, por isso faço minha parte por esse lado também.

Ser mão-de-vaca ou praticar a caridade?

O que quero passar para vocês é: deixem de ser “muquiranas” quando o assunto é caridade. Ser mão-de-vaca tem limite. Como eu disse acima, economizar no supermercado ou economizar na anuidade do cartão é uma coisa, mas deixar de ajudar o próximo (seja ser humano ou até mesmo um animalzinho) daí já é crueldade.

Separe uma porcentagem do seu salário, dos seus ganhos, mesmo que seja mínima, para ajudar a quem precisa.

Não precisa por a mão no bolso

Além de tudo isso, você pode ser uma pessoa melhor sem ter que gastar com isso. Como comentei lá em cima, você pode fazer doação de suas roupas, cobertores, brinquedos ou outros itens já usados. Quem receber com certeza ficará muito grato.

 

Pessoal, desculpem a falta de formatação e esse texto longo e corrido. Estou tendo que resolver várias coisas desde que voltei de viagem e ainda estou com uma alergia que não passa. Foi difícil digitar tudo isso aqui.

Daqui dois dias tem mais postagens, prometo!

Abraço e bons investimentos a todos.

 

Fechamento do mês de mar/17: despesas, receitas, aportes e mais

E aí, meu amigo, como vai? Mais um post de fechamento do mês.

Principais receitas

Esse mês de março, e esse início de ano em geral, estão sendo bem regrados nos aportes. Como irei viajar em abril, tive que optar por investir na minha saúde e diversão ao invés de na minha carteira.

Enfim, esse mês foi fraco. Minha principal receita foi meu salário “titular“. Não consegui nenhuma renda extra, pois meus contratos de TI começaram a valer agora, então só farão 30 dias em abril. Espero que em abril eu já comece a colher os frutos do início do ano puxado.

Principais despesas

Devido a viagem que faremos, o cartão de crédito veio gordo. Tive que fazer uns malabarismos para conseguir encerrar o mês sem usar o cheque especial.

Além disso, tive que, infelizmente, apelar para minha reserva de emergência. Usei para quitar a fatura do cartão e ficar com a cabeça mais tranquila. Quando tenho dívida daquele tamanho fico incomodado.

Portanto, tive que tirar do meu patrimônio um pouco. A reserva de emergência serve para isso! O “grosso” do meu patrimônio tá bem guardado e bem investido. Só tirei uma lasquinha. Cheque especial ou juros rotativos: NEVER!

Aportes

No meu fechamento do mês de fevereiro/2017 eu disse que, também por conta da viagem, não conseguiria aportar nada. Mas no fim das contas eu aporte, beeeeeeeeem pouco, mas aportei, melhor que nada. Até comentei aqui com vocês. Tinha uma graninha na conta da corretora (a renda passiva dos FII) e as usei para reaportar.

O sentimento de ganhar dinheiro passivo é muito bom. No meu caso ainda é bem pouco, mas aos poucos só vai aumentando.

Enfim, esse mês irei aportar pouco também. Mas é melhor que nada!

Acho que manterei o mesmo time, que está ganhando, e continuarei nos FII. Irei de MFII11, pelos seguintes motivos:

  • Quero diversificar um pouco a carteira dos FII;
  • O yield nos últimos doze meses dele está bom – 13,3%;
  • Com a SELIC em baixa, a tendência é os FII melhorarem (creio eu);
  • Pagamento mensal;
  • Quero ter mais uma fonte de renda passiva na minha carteira dos FII.

Mesmo que não aporte muito, estou aportando sempre.

Meu Tesouro Direto segue firme forte lá, e tenho uma graninha na poupança também.

 

FII

Então, como eu disse acima, optei pelo MFII11.

O fundo não está nos seus melhores momentos, visto a queda da demanda por imóveis residenciais. Porém, na verdade não me preocupo tanto. Tenho a expectativa que a cota cresça futuramente (sou um buy and holder). Sem problemas, vou aportar e esperar os dividendos do mês que vem, assim eu comparo com meus outros FII e posto aqui para vocês.

A expectativa é um pouco mais de 1% mês. Veremos.

Aqui tem mais detalhes do fundo. Joguei no meu portfólio do Google Finance também!

Estudos

Esse mês consegui cumprir minha meta diária de estudo de Espanhol (tirando os finais de semana). Uso o Duolingo e acesso sites de notícias dessa língua para imersão. Tem uma extensão do Google Translate para o Chrome que ajuda muito a traduzir palavras não conhecidas (usava mais para o Inglês, visto que o espanhol é muito parecido com o pt_BR).

Fechamento do mês.
O mascote do Mestre Poupador (outro?) largou as dorgas. Agora ele é analista financeiro e está nos ajudando com o fechamento do mês.

Quanto às tecnologias não estudei nenhuma nova. Acredito que eu já tenha passado da fase de “programador hard code” e estou mais na fase de “Gerente de Projetos“. Pegar um script pronto e implementar em algum negócio online, por exemplo. Poucas alterações no software, usar as tecnologias como usuário final para poder tirar o melhor delas e não perder tempo. Posso estar errado? Sim. Mas é um ponto de vista diferente. Vamos ver o que dá.

Expectativas para abr/2017

Acho que em Abril tudo começará a florir novamente e poderei entrar quente nos grandes aportes novamente. Meu salário vai aumentar (ihulll) e meus projetos de renda extra vão começar a ser pagos periodicamente (assim espero).

Dessa forma, posso zerar a fatura do cartão de crédito e quitar as prováveis dívidas da viagem. Voltarei a aportar mais e, nesse ano ainda, quero começar a estudar sobre as ETF (principalmente a IBOVESPA).

Fechamento
Mestre Poupador com uma arma. Mentira, é o 24 horas, rs

Tell me about the numbers

É isso aí, toma a planilha do mês:

Fechamento do mês de abril de 2017
Fechamento do mês de abril de 2017

A variação é quanto o investimento mudou do dia 1/03 até o dia 1/04. Nota-se uma baixa grande na poupança, pois fiz uma retirada na minha reserva de emergência, infelizmente.

O rendimento real é quanto rendeu sem contabilizar os aportes. Fiz o cálculo tirando o aporte do mês para ter ideia do yield.

O campo % carteira dispensa explicações, né galera? É a proporção que aquele investimento tem na minha carteira total.

É evidente que a maior parte do patrimônio tá na poupança. Apesar de eu falar muito para vocês não segurarem dinheiro na poupança (que realmente é um rendimento pífio), ainda não tive a oportunidade de mover todo esse patrimônio para algo mais rentável. Estou estudando a melhor estratégia para fazer isso.

Além disso, como ainda estou estudando, não estou totalmente seguro em fazer uma operação dessas com uma quantia considerável de dinheiro. Aos poucos vou mudando de investimento, com certeza!

É necessário fazer uma menção honrosa aos meus FII que renderam 4% (não de aluguéis, e sim de valorização de cota).

Por que não divulgo dados mais detalhados?

Amigos, uns três ou quatros colegas já me perguntaram ou pediram dados reais e detalhados da minha situação financeira. O fato é que eu sou facilmente  reconhecido na internet. Não que eu queira ser anônimo, como a maioria dos colegas da Finansfera, longe disso, mas não fico a vontade de colocar minha vida financeira tão detalhadamente, pelo menos por enquanto, entendem?

Manterei o formato de porcentagem, ok? Espero que vocês compreendam.

Posts mais lidos

Os três posts mais lidos do blog nesse mês foram:

Conclusão

Pessoal, daqui uns dias vou viajar em férias, vou tentar poupar ao máximo para poder aportar quando eu voltar. Além disso, como a viagem foi planejada, está tudo no orçamento e sob controle.

A partir de abril tudo volta a melhorar e voltarei a aportar  muito mais!

Até a próxima!

Aumentei minhas receitas, e agora?

Acredito que um dos maiores males da saúde financeira é o efeito “aumentar despesas à medida que aumentar as receitas”. É um processo natural do homem: buscar mais conforto para ele e para sua família sempre. O maior problema de sempre querer mais é que, se um dia, por algum acaso, formos obrigados a ter menos, a coisa complica.

Imagine a seguinte situação hipotética. Joãozinho das Couves recebia R$2.000,00 mensais. Ele gastava com aluguel de sua casa, internet e telefone, combustível e supermercado R$1.500,00 por mês. Depois de dois anos de trabalho duro ele consegue uma promoção e seu salário vai para R$2.500. O que, naturalmente, Joãozinho faz? Se ele se deixar levar pelo instinto humano, vai ficar mais confortável para adquirir novos passivos. Ele vai lá e compra um carro zero, com um financiamento em 36 vezes de R$600,00.

Ele recebeu aumento? Sim. Vai ter uma vida mais confortável? Sim. Sua saúde financeira melhorou? Não, tá na mesma. Ganhar R$1.000 e gastar R$900 é o mesmo que ganhar R$1.000.000 e gastar R$900.000.

Não importa o quanto você ganha

A saga de todo ser humano é sempre ganhar mais. Ter altos salários é a única preocupação de um funcionário, de alguém que está no mercado de trabalho. O problema é que, com os altos salários, vem as altas despesas.

A mentalidade austera é que define a situação do seu bolso. Não interessa quanto entra, e sim o quanto sai. E o que sai tem que ser menos (bem menos, de preferência) do que entra. Começa por aí.

Como está escrito no título: não importa quanto você ganha. Estamos cansados de ver milionários se dando mal por aí. A chave está na sua cabeça, e não no seu bolso.

São atitudes simples que fazem você manter sua saúde financeira: gastar menos que recebe, poupar todo mês, ter uma reserva de emergência, não se endividar, evitar financiamentos/empréstimos com altos juros, diversificar os investimentos. Esse é o bê-á-bá da inteligência financeira.

Receitas.
Calma, Bela Gil. Não é esse tipo de receitas que estou falando.

Não sou nenhum expert (apenas um Mestre, hehehe), mas sempre tento passar ao leitor a importância de se ter um certo rigor com as economias.

Como se controlar

Ter um controle rigoroso das despesas não é fácil. Mas vou dar algumas dicas para tentar ajudar:

Imagine que ganha menos do que você ganha

Bem “tosca” essa ideia, mas consiste em você programar sua mente para achar que você ganha um pouco menos do que realmente ganha. Isso pode dar uma freada na sua compulsão por gastar.

Outra técnica é você por na cabeça que “no final do ano vou fazer tal coisa que envolve muito dinheiro”. Com essa mentalidade, pode ser que você tenda a gastar menos. “Em dezembro vou para o Ceará curtir as férias, não posso comprar esse enxugador de gelo top-therm multi-velocidades por módicos R$699,47”. É mais ou menos essa a ideia.

Repito, é meio idiota, mas nosso cérebro funciona mais ou menos assim: condicionamento.

Pegue a diferença e aplique

No caso supracitado do Joãozinho das Couves, ele devia pegar o valor recebido no aumento (R$ 500,00) e aplicar em algum lugar. Dessa forma, além de estar formando seu patrimônio, ele se condicionaria a manter os gastos usuais de sempre.

É como se ele não tivesse recebido o aumento. Meio contraditório, mas funciona. Porém é muito difícil. Pegue o valor do aumento e aplique, guarde em algum lugar, mas mantenha seus gastos mensais no mesmo patamar.

Cubra um santo, mas descubra outro

Caso a nova despesa seja essencial, imprescindível, você terá que cancelar sua TV por assinatura, Netflix ou aquela ação do clube para cobri-la. A ideia aqui é manter os seus gastos em X, mesmo que suas receitas aumentem, lembra?

Dessa forma, você deve se desfazer de um passivo para conseguir outro. Quanto menos passivos, melhor, ok?

Coloque um limite

Um orçamento bem planejado ajuda muito nessas horas. Coloque um limite de gastos mensais e cumpra sua meta. Independente dos incomes do mês, seus passivos devem ficar naquele patamar estabelecido e ponto final.

Simplesmente controle-se

Tenha força de vontade e aprenda a dizer não para si mesmo. Sim, é ótimo comprar aquele celular da moda ou aquele tênis descolado, mas se você continuar com essas compras inúteis nunca alcançará a famigerada Independência Financeira.

Opte por um celular razoável e um tênis mediano e poupe o restante. Evite novos passivos.

O que fazer com tanto dinheiro

O brasileiro tem um vício horrível de se endividar e querer colocar dinheiro onde não precisa. Como disse na fábula do Joãozinho das Couves, ele mal soube da notícia da promoção e já foi comprar o carro. Não seja um Joãozinho das Couves! Se tem dúvidas de onde aplicar/gastar seu dinheiro, faça o seguinte:

  1. Ponha a grana na poupança;
  2. Evite fazer novos gastos;
  3. Comece a estudar finanças;
  4. Abra uma conta em alguma corretora de valores;
  5. Escolha o melhor investimento pra você;
  6. Passe a aportar todo mês.
Receitas
Aumentar receitas e manter despesas: Palmirinha approves!

Nota importante, o passo 1 – Poupança é temporário, apenas para você ganhar fôlego para escolher o melhor investimento para você sem torrar toda sua grana. Ô mania boba que o brasileiro tem de gostar de ver a conta corrente no vermelho!

O maior problema

Não há mal algum em sempre querer ganhar mais dinheiro. Como disse, o problema é querer gastar mais. Só que tem uma situação que pode ser considerada uma tragédia. Você passa a ganhar mais, isso faz você aumentar seus passivos quando, de repente, por algum motivo qualquer, você passa a receber menos de novo.

Nos colocando no lugar do Joãozinho, seria como se ele ganhasse inicialmente R$1.500,00, depois passasse a ganhar R$2.000, e depois R$1.000,00, por exemplo. É como se ele tivesse perdido o emprego mas logo depois conseguisse um pela metade do salário.

Nessas horas você deve começar todo o processo de se desfazer dos seus passivos. Vender o carro e comprar um mais barato, talvez. Cancelar assinaturas diversas. Mudar de apartamento. Agora que sua inteligência financeira será colocada à prova.

Como diria os Stark, o inverno está chegando. Ter uma atitude precavida e guardar dinheiro sempre se mostra útil nessas horas. Torcemos para o melhor, mas nos preparemos para o pior!

Reserva de emergência

Nessas horas é comum a pessoa recorrer à reserva de emergência. Não há problema nisso! O que você não pode fazer é tornar a RE uma regra. Ela é a exceção. Use-a apenas para colocar ordem na casa e reorganizar suas finanças, ok? Quando a tempestade abaixar, volte formá-la.

Conclusão

Amigo, se controle. Ache o meio termo entre conforto e austeridade. Não precisa viver como um miserável, apenas ache o ponto certo entre gastar e poupar.

Seguindo todas as regras que comentei no post, caso algo dê errado você conseguirá se reerguer com maior tranquilidade.

Comente aí embaixo sua opinião.

Até a próxima!