Alergia: como perder dinheiro na farmácia

Olá caro leitor,

dias atrás fui dar uma faxinada nas minhas coisas e veio aquela camburão de ácaros para meu nariz e, com minha inspiração, foram direto para o pulmão. Resultado: uma longa série de espirros e tosses alérgicas. Não é fácil.

Segurei por uns dias com os remédios que tinha em casa mesmo. O espírito poupador falou mais alto nessa hora, pensei que ia passar rapidamente mas, não. Para meu descontentamento nada resolveu e daí em diante só piorou. Moleza, nariz doendo e entupido, tosse seca, etc. Uma rinite alérgica daquelas. 

Não é a primeira nem a última vez que passo por isso. Inclusive é muito constante. Dessa vez, como todas as outras, eu pensei: “dessa vez será fraquinha e via passar rápido”. Ledo engano.

O que tive que fazer? Ir na farmácia e jogar todos os meus investimentos, rendimentos, poupança, patrimônio na cara do vendedor, claro. O que a farmácia faz além de colocar preços nas alturas e roubar os sonhos dos pobres assalariados?

Enfim, segue com o que eu gastei:

Corticoide nasal para rinite: R$42
Xarope para tosse: R$24
Spray de própolis: R$8
Total: R$74

Desses itens, o corticoide nasal é o único indispensável.  O xarope para tosse e o spray de própolis não resolveram muita coisa e poderiam ser facilmente substituídos por um chá de gengibre com limão, por exemplo. Marquei bobeira nessa.

Até que tentei não gastar até o último minuto, mas fui vencido pela indisposição e tosse irritante. Tive que apelar para os remédios caros.

Caridade: vale a pena dar seu dinheiro aos outros?

Olá leitor! Até que enfim voltei as postagens. Fiquei uns dias ausente devido à uma viagem (citada aqui muitas vezes) e também a um pequeno resfriado que peguei, pra variar. Mas enfim, hoje vou escrever um pouco sobre a caridade.

Todos nós devemos praticar a caridade, não importa o quão mão-de-vaca você seja. Economizar grana é uma obrigação de todos, lógico, mas fazer o bem ao próximo também é.

Não importa sua religião ou credo, ajudar ao próximo sempre é uma atitude louvável e, acredite, você receberá muito mais em troca.

Estou dizendo isso pois aconteceu algo muito interessante na minha viagem. Presenciei uma cena que me marcou muito. Um senhor estava pedindo grana no aeroporto. A grana ele usaria PARA ALMOÇAR. Pensem, galera. O cara não tem o que comer. Que tristeza! Então, ele pediu grana e a pessoa que estava próxima a mim deu cinquenta reais para o senhor. O senhor ficou super feliz e teve a humildade de responder: “Mas, senhora, e se eu não te achar para entregar o troco?”. Reflitam galera. O senhor estava pedindo esmola no aeroporto para se alimentar (naquela altura já eram 17 horas, e o cara não tinha comido NADA) e ainda queria devolver o troco para a pessoa que o ajudou.

No mesmo instante eu refleti comigo mesmo: “Eu estou viajando, realizando sonhos, gastando muita grana com comidas diferentes, passeios legais e badulaques inúteis, e esse senhor no auge da sua humildade está pedindo dinheiro para ALMOÇAR.” Me veio uma tristeza, mas ao mesmo tempo me veio a sensação de que todos nós temos que ajudar o próximo e fazer caridade sempre que possível. Não precisa ser muito dinheiro. Nem precisa necessariamente ser só dinheiro. Pode ser roupas, brinquedos, comida ou qualquer outro item que um necessitado precisa.

Uma coisa eu sei: tudo o que você dá volta em dobro para você. Isso serve tanto para o bem, quanto para o mal.

Os animais

Uma coisa que eu gosto de praticar muito é a defesa e ajuda aos animais. Desde criança sempre gostei de animais e atualmente tenho uma cadela que é apaixonante. Enfim, eu penso da seguinte maneira: acredito que não existe tanta gente no mundo que ajude crianças quanto as que ajudam pessoas, logo eu prefiro fazer minha caridade aos animais, na maioria das vezes. Não querendo comparar pessoas com animais, não é isso. Mas creio que nem tanta gente assim ajuda os bichinhos, por isso faço minha parte por esse lado também.

Ser mão-de-vaca ou praticar a caridade?

O que quero passar para vocês é: deixem de ser “muquiranas” quando o assunto é caridade. Ser mão-de-vaca tem limite. Como eu disse acima, economizar no supermercado ou economizar na anuidade do cartão é uma coisa, mas deixar de ajudar o próximo (seja ser humano ou até mesmo um animalzinho) daí já é crueldade.

Separe uma porcentagem do seu salário, dos seus ganhos, mesmo que seja mínima, para ajudar a quem precisa.

Não precisa por a mão no bolso

Além de tudo isso, você pode ser uma pessoa melhor sem ter que gastar com isso. Como comentei lá em cima, você pode fazer doação de suas roupas, cobertores, brinquedos ou outros itens já usados. Quem receber com certeza ficará muito grato.

 

Pessoal, desculpem a falta de formatação e esse texto longo e corrido. Estou tendo que resolver várias coisas desde que voltei de viagem e ainda estou com uma alergia que não passa. Foi difícil digitar tudo isso aqui.

Daqui dois dias tem mais postagens, prometo!

Abraço e bons investimentos a todos.

 

Spotify ou por que eu não pirateio música

Desde que a internet surgiu, vários foram os modos de copiar cultura com direitos autorais. Começou com as músicas, depois vieram os filmes. O pessoal dava um jeito de fazer o download sem pagar, seja por meio de P2P (Kazaa, Limewire, Morpheus… lembram?) ou por download direto. Enfim, internet é sinônimo de cópia não autorizada. E foi assim por muitos e muitos anos. Tamanho foi o impacto, que o lucro das produtoras, gravadoras e artistas caiu bastante. Era fácil, com apenas alguns cliques você ouvia qualquer faixa de qualquer álbum que quisesse. Ô vida boa! Tudo grátis! Aqui no Brasil essa pirataria desvairada era ainda mais potencializada, pois os preços de CDs originais eram impraticáveis (nesse ponto é bom fazer uma menção honrosa aos CDs piratas de camelô, que pode-se dizer que nasceu junto – ou antes – da onda de downloads ilegais).

Anos depois, surgiu o YouTube, onde os clipes coexistiam com as músicas. Era uma bagunça, qualquer um fazia o upload da música da forma que quisesse, sem limites. E quem se ferrava mais uma vez eram os artistas e a indústria da música. Com o tempo o YouTube foi impondo regras e tudo se normalizou: agora somente quem é autorizado (na maioria dos casos é a própria gravadora) pode upar os clipes/músicas. Acredito que não tenha freado de vez a pirataria online, mas pelo menos o site fez sua parte. Ainda assim, muita gente ainda faz o download da música direto do YouTube. Ou seja: a pirataria sempre vai existir, não importa os impedimentos que surjam. Quem quer fazer coisa errada, consegue fazer coisa errada.

Eis que, com o aumento da banda da internet, vários serviços que eram in loco foram aos poucos migrando para a nuvem. Um desses serviços foi a música (hoje muito chamado de streaming). Com a tecnologia atual, não é necessário mais fazer o download. Agora você pode ouvir diretamente do servidor, embora muitos dos aplicativos permitam fazer o download para você escutar suas músicas offline. Foi uma mudança significativa na indústria musical. Atualmente, qualquer artista pode publicar seus trabalhos na internet para qualquer pessoa escutar, facilitou bastante.

Spotify!
Spotify it!

Nessa onda surgiram os aplicativos de música via streamig, que é o caso do Apple Music, Deezer e Spotify (entre dezenas de outros). Eu fiz essa introdução acima para falar um pouco sobre esse último. Há muito e muito tempo que eu já não baixava música ilegalmente (não entrarei nos detalhes morais, legais e éticos) e esse aplicativo me veio a calhar. Posso ouvir praticamente qualquer faixa de qualquer álbum, no meu celular, a quase todo momento!

Um pouco sobre o Spotify

Comecei a usá-lo logo quando foi lançado, apenas para testar. Foi uma mão na roda, pois eu podia escutar praticamente qualquer música, de forma gratuita, sem precisar fazer o download e, o melhor de tudo, legalmente. O app, para quem usa a versão grátis, apresenta algumas propagandas entre as faixas, nada que atrapalhe.
Após um tempo optei pela versão paga: R$ 18,00 por mês para eu escutar livremente e ainda poder fazer o download para ouvir quando estivesse offline. Assinei o pacote premium e estou até hoje. Atualmente, estou o pacote família, que custa R$24,00 mensais. Esse pacote permite que seis pessoas utilizem as vantagens do plano pago. Eu dividi com seis familiares e ficou mais barato ainda para mim: R$4,00!

Aonde eu quero chegar

Pessoal, o que quero dizer com tudo isso é: mesquinhez tem limite. Ser Poupador fazendo download ilegal de música, por exemplo, não é uma das melhores atitudes, concordam? Se você gosta de música, opte pelo honesto e legal: compre o CD do artista (dessa forma você valoriza seu trabalho) ou assine algum aplicativo de streamig. Seu bolso talvez fique vazio, mas sua consciência estará limpa. E outra, R$4,00 por mês não é caro. Poupe de outras maneiras!

Ouvir música via Spotify

Pacote FREE: R$0,00 por mês
Permite você ouvir qualquer música, mas não pode fazer o download. Além disso, tem “propagandas” entre as faixas. Caso você não se incomode com isso, vá de Free!

Pacote Premium: R$24,00 por mês para até seis contas (R$4,00 por conta)
Permite você fazer o download de quantas músicas quiser (respeitando a memória interna do seu dispositivo, óbvio). Sem propagandas.

Por que eu gasto dinheiro com isso?

Já disse. Eu prefiro investir um pouquinho na minha cultura/lazer e ter a consciência limpa ao não piratear. Além disso, baixar música ilegamente dá mais trabalho que usar os apps!
Eu não sou o paladino da justiça, moral e bons costumes. Longe disso! Só quer expor para vocês essa opção de gastar pouco e ouvir muita música de forma lícita.

Espero que tenham gostado do artigo. Instalem aí o Spotify, ou o Deezer, e testem. Talvez vocês gostem!

Um abraço!

Aumentei minhas receitas, e agora?

Acredito que um dos maiores males da saúde financeira é o efeito “aumentar despesas à medida que aumentar as receitas”. É um processo natural do homem: buscar mais conforto para ele e para sua família sempre. O maior problema de sempre querer mais é que, se um dia, por algum acaso, formos obrigados a ter menos, a coisa complica.

Imagine a seguinte situação hipotética. Joãozinho das Couves recebia R$2.000,00 mensais. Ele gastava com aluguel de sua casa, internet e telefone, combustível e supermercado R$1.500,00 por mês. Depois de dois anos de trabalho duro ele consegue uma promoção e seu salário vai para R$2.500. O que, naturalmente, Joãozinho faz? Se ele se deixar levar pelo instinto humano, vai ficar mais confortável para adquirir novos passivos. Ele vai lá e compra um carro zero, com um financiamento em 36 vezes de R$600,00.

Ele recebeu aumento? Sim. Vai ter uma vida mais confortável? Sim. Sua saúde financeira melhorou? Não, tá na mesma. Ganhar R$1.000 e gastar R$900 é o mesmo que ganhar R$1.000.000 e gastar R$900.000.

Não importa o quanto você ganha

A saga de todo ser humano é sempre ganhar mais. Ter altos salários é a única preocupação de um funcionário, de alguém que está no mercado de trabalho. O problema é que, com os altos salários, vem as altas despesas.

A mentalidade austera é que define a situação do seu bolso. Não interessa quanto entra, e sim o quanto sai. E o que sai tem que ser menos (bem menos, de preferência) do que entra. Começa por aí.

Como está escrito no título: não importa quanto você ganha. Estamos cansados de ver milionários se dando mal por aí. A chave está na sua cabeça, e não no seu bolso.

São atitudes simples que fazem você manter sua saúde financeira: gastar menos que recebe, poupar todo mês, ter uma reserva de emergência, não se endividar, evitar financiamentos/empréstimos com altos juros, diversificar os investimentos. Esse é o bê-á-bá da inteligência financeira.

Receitas.
Calma, Bela Gil. Não é esse tipo de receitas que estou falando.

Não sou nenhum expert (apenas um Mestre, hehehe), mas sempre tento passar ao leitor a importância de se ter um certo rigor com as economias.

Como se controlar

Ter um controle rigoroso das despesas não é fácil. Mas vou dar algumas dicas para tentar ajudar:

Imagine que ganha menos do que você ganha

Bem “tosca” essa ideia, mas consiste em você programar sua mente para achar que você ganha um pouco menos do que realmente ganha. Isso pode dar uma freada na sua compulsão por gastar.

Outra técnica é você por na cabeça que “no final do ano vou fazer tal coisa que envolve muito dinheiro”. Com essa mentalidade, pode ser que você tenda a gastar menos. “Em dezembro vou para o Ceará curtir as férias, não posso comprar esse enxugador de gelo top-therm multi-velocidades por módicos R$699,47”. É mais ou menos essa a ideia.

Repito, é meio idiota, mas nosso cérebro funciona mais ou menos assim: condicionamento.

Pegue a diferença e aplique

No caso supracitado do Joãozinho das Couves, ele devia pegar o valor recebido no aumento (R$ 500,00) e aplicar em algum lugar. Dessa forma, além de estar formando seu patrimônio, ele se condicionaria a manter os gastos usuais de sempre.

É como se ele não tivesse recebido o aumento. Meio contraditório, mas funciona. Porém é muito difícil. Pegue o valor do aumento e aplique, guarde em algum lugar, mas mantenha seus gastos mensais no mesmo patamar.

Cubra um santo, mas descubra outro

Caso a nova despesa seja essencial, imprescindível, você terá que cancelar sua TV por assinatura, Netflix ou aquela ação do clube para cobri-la. A ideia aqui é manter os seus gastos em X, mesmo que suas receitas aumentem, lembra?

Dessa forma, você deve se desfazer de um passivo para conseguir outro. Quanto menos passivos, melhor, ok?

Coloque um limite

Um orçamento bem planejado ajuda muito nessas horas. Coloque um limite de gastos mensais e cumpra sua meta. Independente dos incomes do mês, seus passivos devem ficar naquele patamar estabelecido e ponto final.

Simplesmente controle-se

Tenha força de vontade e aprenda a dizer não para si mesmo. Sim, é ótimo comprar aquele celular da moda ou aquele tênis descolado, mas se você continuar com essas compras inúteis nunca alcançará a famigerada Independência Financeira.

Opte por um celular razoável e um tênis mediano e poupe o restante. Evite novos passivos.

O que fazer com tanto dinheiro

O brasileiro tem um vício horrível de se endividar e querer colocar dinheiro onde não precisa. Como disse na fábula do Joãozinho das Couves, ele mal soube da notícia da promoção e já foi comprar o carro. Não seja um Joãozinho das Couves! Se tem dúvidas de onde aplicar/gastar seu dinheiro, faça o seguinte:

  1. Ponha a grana na poupança;
  2. Evite fazer novos gastos;
  3. Comece a estudar finanças;
  4. Abra uma conta em alguma corretora de valores;
  5. Escolha o melhor investimento pra você;
  6. Passe a aportar todo mês.
Receitas
Aumentar receitas e manter despesas: Palmirinha approves!

Nota importante, o passo 1 – Poupança é temporário, apenas para você ganhar fôlego para escolher o melhor investimento para você sem torrar toda sua grana. Ô mania boba que o brasileiro tem de gostar de ver a conta corrente no vermelho!

O maior problema

Não há mal algum em sempre querer ganhar mais dinheiro. Como disse, o problema é querer gastar mais. Só que tem uma situação que pode ser considerada uma tragédia. Você passa a ganhar mais, isso faz você aumentar seus passivos quando, de repente, por algum motivo qualquer, você passa a receber menos de novo.

Nos colocando no lugar do Joãozinho, seria como se ele ganhasse inicialmente R$1.500,00, depois passasse a ganhar R$2.000, e depois R$1.000,00, por exemplo. É como se ele tivesse perdido o emprego mas logo depois conseguisse um pela metade do salário.

Nessas horas você deve começar todo o processo de se desfazer dos seus passivos. Vender o carro e comprar um mais barato, talvez. Cancelar assinaturas diversas. Mudar de apartamento. Agora que sua inteligência financeira será colocada à prova.

Como diria os Stark, o inverno está chegando. Ter uma atitude precavida e guardar dinheiro sempre se mostra útil nessas horas. Torcemos para o melhor, mas nos preparemos para o pior!

Reserva de emergência

Nessas horas é comum a pessoa recorrer à reserva de emergência. Não há problema nisso! O que você não pode fazer é tornar a RE uma regra. Ela é a exceção. Use-a apenas para colocar ordem na casa e reorganizar suas finanças, ok? Quando a tempestade abaixar, volte formá-la.

Conclusão

Amigo, se controle. Ache o meio termo entre conforto e austeridade. Não precisa viver como um miserável, apenas ache o ponto certo entre gastar e poupar.

Seguindo todas as regras que comentei no post, caso algo dê errado você conseguirá se reerguer com maior tranquilidade.

Comente aí embaixo sua opinião.

Até a próxima!

“Como economizar”: todos os posts dessa categoria

Um dos carros-chefe do meu blog são os posts onde escrevo sobre como economizar com tal coisa. Já fiz um tanto bom desses posts, então vou adicionando eles aqui ao passo que for postando.

Posts
Algum meme qualquer apenas para ilustrar o post.

Se você é um visitante novo, aproveite para lê-los. Não gosto de escrever muito nos posts (walls of text), para tornar a leitura fácil e rápida para todos, e também por que não tenho muita prática ainda.

Enfim, tá aqui. Aproveitem:

Espero que gostem. Não deixem de comentar!